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quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

PROTESTANTISMO DOCUMENTOS - O Ato da Supremacia de Henrique VIII

O Rei da Inglaterra, HenryVIII (1509-1547), queria se divorciar de sua esposa, Catarina de Aragão [esquerda] que não lhe dava um filho herdeiro, para se casar com Ana Bolena [direita], com a qual já mantinha relacionamento marital. Como o Papa não anularia o casamento, Henry se nomeou o líder da Igreja na Inglaterra. Este Ato Parlamentar de 1534 deu sanção legal para assunção desses poderes clericais de Henry, e passou a ser conhecido como Ato de Supremacia. A partir deste decreto deu-se origem à Igreja da Inglaterra e/ou Igreja Anglicana que se mantém ativa até os dias atuais, tendo a Rainha como sua líder máxima.

Sendo o rei justo e correto, deve ser o líder da Igreja da Inglaterra e ser reconhecido pelo clérigo deste reino em suas convocações. Não obstante, para corroborar e confirmar isto, para aumentar a virtude de Cristo dentro deste reino da Inglaterra, para reprimir e extirpar todos os erros, heresias e outras enormidades e abusos cometidos até agora, é decretado, pela autoridade do presente Parlamento, que o rei, nosso soberano senhor, seus herdeiros e sucessores, reis deste reino, devem ser tomados, aceitos, reputados como únicos líderes supremos da Igreja da Inglaterra, chamada de Igreja Anglicana; e devem ter e aproveitar junto à coroa imperial deste reino, como o título e estilo deste, como todas as honras, decoros, preeminências, jurisdições, privilégios, autoridades, imunidades, benefícios, e comodidades à referida dignidade do chefe supremo da mesma igreja pertencente; e que nosso soberano senhor, seus herdeiros e sucessores, reis deste reino, devem ter poder total e autoridade de visitar, reprimir, reparar, registrar, ordenar, corrigir, restringir e emendar toda sorte de erros, heresias, abusos, ofensas, desobediências e enormidades, quaisquer que sejam, que por qualquer forma de autoridade ou jurisdição deva ou legalmente possa ser reformada, reprimida, ordenada, corrigida, dominada ou alterada, para o prazer do Deus Todo-poderoso, o aumento da  virtude da religião de Cristo e para a conservação da paz, unidade e tranquilidade deste reino; não obstante, qualquer costume, terra estrangeira, autoridade estrangeira, prescrição ou qualquer coisa ou coisas ao contrário deste estatuto.

Tradução 
Raquel Protázio 

Revisora e tradutora
Contato: (11) 998478064
rprotazio@yahoo.com.br


Referência Bibliografica
Fonte: Milton Viorst, ed., The Great Documents of Western Civilization (New York; Barnes and Noble, 1965) pp. 97-98.

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